Gilmar diz que procuradores do Paraná 'são jovens que não têm experiência institucional
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal
Federal (STF), criticou duramente a força-tarefa do Ministério Público
Federal do Paraná, que conduz os processos da Lava Jato na primeira
instância, por ter apresentado uma nova denúncia contra o ex-ministro
petista justo no dia em que o pedido de liberdade feito pela defesa
seria analisado na Segunda Turma do STF.
"A imprensa publica que
as razões que os valorosos procuradores de Curitiba dão para a data de
hoje é porque nós julgaríamos o habeas corpus hoje, ministro Fachin. .
Se nós devêssemos ceder a esse tipo de pressão, quase que uma
brincadeira juvenil, são jovens que não têm a experiência institucional
nem vivência institucional, então eles fazem esse tipo de brincadeira...
Se nós cedêssemos a esse tipo de pressão, nós deixaríamos, ministro
Lewandowski, de ser 'supremos'. Nem um juiz passaria a ser 'supremo'.
Seriam os procuradores. Quanta falta de responsabilidade em relação ao
Estado de Direito. O Estado de Direito é aquele em que não há soberanos,
todos estão submetidos à lei", afirmou Gilmar.
O voto de
Gilmar desempatou o julgamento, somado aos dos ministros Dias Toffoli e
Ricardo Lewandowski, que venceram os ministros Edson Fachin, relator, e
Celso de Mello, que queriam a manutenção da prisão. Gilmar acrescentou
que a decisão de soltar o ex-ministro, ao contrariar a manifestação do
Ministério Público Federal do Paraná, seria uma "lição a pessoas que têm
compreensão equivocada do seu papel".
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