A mulher do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Cláudia Cruz, afirmou em depoimento à força-tarefa da Lava Jato em Curitiba que a abertura de sua conta secreta no exterior foi sugerida pelo deputado e que ele próprio autorizava os gastos em lojas de luxo.
Claudia disse acreditar
que os recursos eram provenientes de atividades de Cunha no mercado
financeiro e empresarial e que nunca fez perguntas sobre a origem do
dinheiro.
Um
dos argumentos usados por Cunha para justificar o patrimônio no exterior
é que vem de trabalho em comércio exterior nos anos 1980. Além disso, o
deputado afirmou ao Conselho de Ética que apenas era "dependente" da
conta de cartão de crédito de Cláudia.
Segundo Claudia, ela
"perguntou a Eduardo Cunha se poderia fazer aquisições de luxo e ele
autorizava". Afirmou ainda que quem levou os formulários para ela
assinar, referentes à abertura da conta, foi o marido, autor da sugestão
da abertura."A depoente não declarou a conta às autoridades brasileiras porque quem era responsável por isto era Eduardo Cunha", disse.
Ela
reconheceu gastos milionários no exterior. A denúncia oferecida pela
Procuradoria ao STF revela que o peemedebista manteve gastos milionários
com lojas de luxo, hotéis e restaurantes de alto padrão no exterior,
entre 2012 e 2015.
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