domingo, 3 de setembro de 2017

Parabéns Adepol


Delegados se reuniram em Maringá para reivindicar investimentos na Polícia Civil

Transferência de presos para o sistema prisional é a maior prioridade para a categoria

        Transferência imediata de presos mantidos ilegalmente em carceragens das delegacias; falta de delegados, escrivães e investigadores; viaturas e estruturas sucateadas, foram as principais reclamações levadas à Associação dos Delegados de Polícia Civil (ADEPOL) em duas reuniões, realizadas em Maringá, nesta quinta (31). O presidente da Associação, delegado João Ricardo Képes Noronha, reuniu-se com o vice-prefeito de Maringá, Edson Scabora, e depois com 45 delegados da região de Maringá, Londrina e Campo Mourão.  
         A Adepol tem se reunido com os prefeitos do interior do Paraná levando as demandas mais urgentes da Polícia Civil. O Objetivo é conseguir o apoio dos chefes do executivo municipal para cobrar do Governo do Estado que retire os presos mantidos ilegalmente nas carceragens de delegacias e realize os investimentos necessários para que a Polícia Civil consiga cumprir sua missão de investigar crimes e promover maior segurança à população.
         Noronha afirma que foi diagnosticado um aumento significativo da violência no Estado juntamente com o sucateamento de recursos destinados à Polícia Civil. “Nós temos uma diferença no Paraná entre o discurso político e o que está ocorrendo na prática. Faltam delegados, escrivães e investigadores em todos os municípios. O quadro de funcionários está defasado em 50%. Também faltam viaturas, armamento de qualidade e coletes balísticos com prazo de validade em dia”, enumerou.
         A manutenção ilegal de presos nas delegacias é o maior problema denunciado pelos delegados. Hoje, há cerca de 10 mil presos nas carceragens. O Paraná é o único Estado do Sul do Brasil a manter essa situação caótica de presos em carceragens de delegacias.
         “Lugar de preso não é em delegacia, é no sistema prisional. Delegacia de polícia serve para atender ao cidadão, às vítimas. E a função dos delegados e investigadores é investigar crimes e não cuidar de presos 24 horas por dia. A cada dia que essa situação continua, a sociedade é quem perde no atendimento para que os criminosos sejam identificados e punidos, diminuindo a criminalidade”, afirmou Noronha.  
         

Nenhum comentário:

Postar um comentário