Diante das recorrentes citações ao ser vivo mais honesto do planeta, nas delações de executivos da Odebrecht,
que foram divulgadas neste quarta-feira, a defesa do petista reagiu,
afirmando que as acusações são “frívolas” e estão “contaminadas” por
“falta de materialidade”. Mais do que isso, os advogados escreveram que o
teor dos depoimentos “reforça a inocência do ex-presidente”.
A chamada delação do fim do mundo, que fundamentou a abertura de 76 inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF)
e o envio de 201 citações a instâncias inferiores, corroborou a versão
dos investigadores sobre o envolvimento de Lula em esquemas de corrupção
montados na Petrobras e em outras estatais do país. Segundo os
delatores da empreiteira, houve acertos com ele para realizar
as reformas no sítio de Atibaia, financiamento de campanha de políticos
do PT via caixa dois, favores prestados ao seu filho, mesada paga ao seu irmão, entre outros episódios.
Para
a defesa, no entanto, há apenas “falas, suposições e ilações —
nenhuma prova”. “São referências ao nome de Lula em situações que, além
de não serem reais, não configuram crime”, disse o advogado Cristiano
Zanin Martins, em um vídeo gravado em Roma, na frente do Coliseu.
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